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sábado, 28 de dezembro de 2013
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
O QUE É SOCIEDADE?
O QUE É SOCIEDADE?
< http://turmadoamanha.files.wordpress.com/2013/02/sociedade.jpg >
http://sociologiaongep.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=25
Acessado em 27/12/2013
O que é a sociedade? Um grupo de indivíduos? Então um time de futebol é uma sociedade? Ou então as pessoas presas num campo de concentração formam uma sociedade? Os judeus, espalhados pelo mundo, formam uma sociedade? Os Maçons, são uma sociedade? Nós, aqui, somos uma sociedade? Ou uma sociedade é algo, mais amplo, como um Estado, que nem o Brasil? Ou o Rio Grande do Sul? Ou Porto Alegre? É possível uma sociedade dentro de outra? O que diferencia uma de outra? Várias sociedades podem coexistir ao mesmo tempo? Tu podes participar de mais uma sociedade ao mesmo tempo?
E os indivíduos na sociedade? Eles são mesmo livres ou são coagidos? Vocês acham que vocês pensam livremente ou pensam o que a TV, a família, o chefe do trabalho ou o professor do cursinho mandam ou fazem vocês pensarem?
Na verdade existem várias teorias sobre isso. Na sociologia 3 são as principais.
- Durkheim acreditava que quando houvesse algum tipo de coerção, havia sociedade. Os indivíduos seriam consequência da sociedade. A sociedade é algo externo ao indivíduo.
- Weber, sociedade é um conjunto de ações individuais. A sociedade seria consequência dos indivíduos.
- Para Marx, sociedade é um grupo de pessoas que vivem em conjunto e produzem as coisas que precisam para sobreviver em conjunto.
DURKHEIM
Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim, a sociedade só é coesa quando existem valores, hábitos e costumes que definem a maneira de ser e de agir característicos do grupo social ao qual pertencem.
Existe um conjunto de crenças e sentimentos comuns entre os indivíduos chamados consciência coletiva, que constrangem ou coagem os indivíduos a se comportarem de acordo com as regras de conduta.
A consciência coletiva habita as mentes individuais e serve para orientar a conduta de cada um de nós. Mas a consciência coletiva está acima dos indivíduos e é externa a eles. Com base neste pressuposto teórico, Durkheim chama atenção para o fato de que os fenômenos individuais devem ser explicados a partir da coletividade e não o contrário.
Tudo o que é coletivo, exterior ao indivíduo e coercitivo, Durkheim chama de Fato social, que é o que acontece na sociedade.
Durkheim demonstra que os fatos sociais têm existência própria e independem daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular.
Ele atribui três características que caracterizam os fatos sociais:
- 1: coercitividade, que pode ser entendido como a força que exercem sobre os indivíduos obrigando-os através do constrangimento a se conformarem com as regras, normas e valores sociais vigentes;
- 2: exterioridade, que pode ser entendida como a existência de um fenômeno social que atua sobre os indivíduos, mas independe das vontades individuais;
- 3: generalidade, que pode ser entendida como a manifestação de um fenômeno que permeia toda a sociedade.
O suicídio, por exemplo, a primeira vista pode ser encarado como um fenômeno individual, mas a constatação da sua regularidade ao longo do tempo (de acordo com os dados estatísticos) fez com que Durkheim o concebesse como um fenômeno social.
WEBER
Para Weber a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto das ações individuais. As normas e regras sociais são todo tipo de ação que o indivíduo faz, orientando-se pela ação de outros. Não é algo que vem de cima, ou de fora, como diz o Durkheim. Mas que vem de dentro do indivíduo e da sua relação com o outro. Assim uma sociedade humana se diferencia de uma sociedade de formigas, por exemplo. Nós damos sentido às ações.
Só existe ação social, quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, a partir de suas ações com os demais.
Weber estabeleceu quatro tipos de ação social. Estes são conceitos que explicam a realidade social, mas não são a realidade social:
1 – ação tradicional: aquela determinada por um costume ou um hábito arraigado; (tradição, sempre foi assim, ação sem reflexão).
2 – ação afetiva: aquela determinada por afeto ou estado sentimental; (de momento, na paixão, no calor, também sem reflexão).
3 – racional com relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante, independentemente do êxito desse valor na realidade; (uma pessoa que crê no princípio que não devemos torturar pessoas numa democracia e age racionalmente, sempre levando em conta este princípio).
4 – racional com relação a fins: determinada pelo cálculo racional que coloca fins e organiza os meios necessários. (como o capitalista, que age racionalmente, não pensando que para isso ele explora as outras pessoas).
MARX
A sociedade é um Grupo de pessoas que vivem em conjunto e produzem as coisas que precisam para sobreviver em conjunto. De algum modo elas distribuem e consomem o que produzem. O modo como elas produzem e distribuem as riquezas é que vai variar.
E é esta estrutura que determina como os indivíduos vão agir. Ou seja, como a sociedade produz suas riquezas que vai determinar tudo, inclusive o modo como as pessoas serão.
ELIAS – UM CONCEITO DE SOCIEDADE
Estas noções de sociedade são muito boas, mas não conseguem responder quais os limites e as áreas de abrangência da sociedade. O sociólogo alemão Norbert Elias traz um conceito interessante do que seria a sociedade e as instituições sociais.
O que é sociedade para Elias? Os indivíduos constroem teias de interdependência que dão origem a configurações de muitos tipos: família, aldeia, cidade, estado, nações. Essa rede de relações são as estruturas sociais, que podem coexistir, dependendo da configuração.
O conceito de configuração pode ser aplicado onde quer que se formem conexões e teias de interdependência humana, isto é, em grupos relativamente pequenos ou em agrupamentos maiores. As sociedades não têm fronteiras e limites especificáveis, pois as cadeias de interdependência escapam a delimitações e definições abrangentes.
Desse modo, a relação entre o indivíduo e as estruturas sociais deve ser analisada e concebida como um processo. Ou seja, "estruturas sociais" e "indivíduo" (ou seja: "ego" e "sistema social") são aspectos diferentes, mas inseparáveis, cuja análise deve recair sobre as teias de interdependência humanas que formam as configurações sociais.
Desde o início de suas vidas os homens existem em interdependência; e uma parte da teia de interdependência tem origem nas necessidades biológicas dos seres humanos, que desde os primeiros momentos de suas vidas necessitam dos cuidados e da atenção dos próprios pais.
Entretanto, uma grande parte das teias de interdependência advém de necessidades recíprocas, socialmente geradas, tais como a divisão do trabalho, a competição, as ligações afetivas, entre outras.
A teoria do Norbert Elias diz que caminhamos cada vez para uma maior interdependência - e olha que ele nem chegou a conhecer a internet, que nos faz cada mais conectados em rede ainda. Quando vivíamos no campo as pessoas se relacionavam de maneira interdependente com um número restrito de pessoas.
Hoje em dia tem toda uma cadeia produtiva nas cidades, onde cada um exerce uma pequena coisa, uma pequena função, ajusta um parafuso das milhares de coisas que lidamos todos os dias. Uma bolacha comprada move uma linha da teia que vai do cara que criou a sacolinha do supermercado, ao padeiro, ao motorista do caminhão, ao dono do supermercado, ao gerente de compras, ao supervisor de qualidade, ao agricultor que plantou, a filha do agricultor que tirou a soja e por aí vai.
Falamos normalmente sobre a família, a sociedade, o indivíduo na sociedade, mas sem nos darmos conta que somos parte disso. A sociedade, assim como qualquer estrutura social, não pode ser posta a par dos indivíduos. Ela é composta por eles (por nós). Os indivíduos não são rodeados pela família, escola, indústria, estado, ou seja, pela sociedade, como se estivessem no centro de um círculo. O indivíduo é parte de tudo isso. Não é que as estruturas não existam. Mas tudo o que existe no mundo, inclusiva as estruturas, é construído e reconstruído continuamente pela ação dos indivíduos.
SOBRE O PAPEL DA SOCIEDADE NO INDIVÍDUO E DO INDIVÍDUO NA SOCIEDADE
Bom, falamos sobre uma teoria do que é a sociedade. Agora vamos pensar qual é afinal o papel que a sociedade exerce no indivíduo?
Bom, quando nascemos, nascemos em um mundo que já está dado. Já existem costumes, regras, escolas. E tudo isso vai moldar como nós vamos ser. A família vai dizer quais valores são importantes, dizer se vamos para tal religião, se vamos comer carne ou ser vegetarianos ou se vamos ver mais TV ou ler mais livros.
Claro, isso já foi mais forte. Antigamente a tradição decidia tudo isso. Não tínhamos escolha. Hoje, podemos escolher. Se nascemos numa família vegetariana, não necessariamente seremos vegetarianos. Mas até crescermos e podermos escolher, não vamos comer carne. Dependendo se os nossos pais nos criam numa comunidade vegetariana, sem contato com o mundo exterior, é provável que reproduzamos a tradição. Então neste sentido, a sociedade que vai moldar as nossas escolhas. E os indivíduos vão interiorizar isso. O que nossos pais dizem para nós (como mostra Freud), vamos levar pra vida toda, lá no nosso inconsciente. E as coisas que nós acreditamos, nossas crenças, vamos agir de acordo com elas. Vamos exteriorizar o que sentimos agindo. Claro que há uma diferença entre pensar, sentir e agir. Assim, as coisas vão sempre se modificando.
Então, qual o papel que o indivíduo exerce na sociedade? Ele é só essa coisa que obedece a sociedade? Não. Sabemos disso. Fazemos nossas escolhas, vamos contra a sociedade de vez em quando. Como o Weber disse, a sociedade não existe sem os indivíduos e aquilo que dá sentido à sociedade. Qual a diferença entre um prédio comum e um escritório de trabalho? É o sentido que as pessoas dão, o que elas fazem lá dentro.
As teorias evolucionistas mostram isso. O que elas dizem? Que o indivíduo humano que iniciou a sociedade. Foi uma mutação em indivíduos que se organizaram e “fundaram” a sociedade, de algum modo. Claro, que pensamos assim também porque a nossa sociedade nos dá oportunidade de pensarmos de outro modo. É uma sociedade complexa, que nos permite fazer escolhas. Se não fosse assim, poderíamos mudar?
Sim. Porque nem sempre foi assim. Como vocês acham que a sociedade mudou para chegar no ponto em que chegou? Como funciona isso? A sociedade existe antes de nós indivíduos. Nascemos no mundo e só agimos racionalmente nele depois de um tempo, correto? Mas ao mesmo tempo, a sociedade só existe se é internalizada pelos indivíduos. Se eles creem que tudo está certo e reproduzem agindo. A ação, nem sempre corresponde ao que pensamos, ao que queremos. Sempre escapa do nosso controle quando agimos coletivamente. Os indivíduos são sujeitos capazes de cognição e que possuem um considerável conhecimento das condições e das consequências do que fazem em suas vidas cotidianas. Mas não podemos controlar o mundo.
A sociedade é como uma gota d’água. Ela é a junção de duas moléculas de H e uma de O. Mas se tu separar o H do O, vão surgir duas coisas diferentes. E a água é não é a soma simplesmente das características de H e O. É uma terceira coisa. Já a sociedade depende do que internalizamos. Somos nós que a produzimos. Mas nunca do jeito que queremos. É sempre algo diferente que se cria, porque é diferente do eu ou tu pensamos individualmente. É uma terceira coisa. E vai sempre se modificando conforme vamos agindo. Ela depende da nossa subjetividade. Se não cremos juntos que somos uma sociedade, somos simplesmente um monte de gente reunida. Como um sagu. Sem o suco de uva que nos una, somos apenas aquelas bolinhas brancas.
Ocorre que muitas coisas que fazemos, o realizamos sem reflexão. Como ir pegar o ônibus, por exemplo. Quem nunca pegou o mesmo ônibus todo dia e quando mudou acabou pegando um errado ou quase isso. Ou então bateu com a canela numa mesinha que não estava ali porque estava acostumado sem aquilo ali? É a rotina. Se nós tivéssemos que refletir e pensar racionalmente sobre tudo o que fazemos, ficaríamos loucos. Já pensou ter que escolher entre todas as coisas do supermercado? Analisar tudo? Se não fosse os gostos e as preferências já pré-determinados seria impossível lidar com tanta informação.
Assim como a estrutura existe. Mas ela não existe assim. A cultura, por exemplo. É uma estrutura social. Mas não podemos pegar a cultura, por mais que ela apareça em objetos e nas pessoas. Um exemplo é uma faculdade. O que é uma faculdade, é um prédio? Não. Existem pessoas. Mas um prédio com pessoas não é uma faculdade. Pode ser milhões de coisas. Existe um sentido, que é mais do que o que as pessoas vão fazer lá. Vão estudar, pode ser outra coisa. Uma escola ou uma biblioteca. Pra ser uma faculdade, tem uma série de sentidos. É isso que é a sociedade.
< http://turmadoamanha.files.wordpress.com/2013/02/sociedade.jpg >
http://sociologiaongep.blogspot.com.br/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=25
Acessado em 27/12/2013
O que é a sociedade? Um grupo de indivíduos? Então um time de futebol é uma sociedade? Ou então as pessoas presas num campo de concentração formam uma sociedade? Os judeus, espalhados pelo mundo, formam uma sociedade? Os Maçons, são uma sociedade? Nós, aqui, somos uma sociedade? Ou uma sociedade é algo, mais amplo, como um Estado, que nem o Brasil? Ou o Rio Grande do Sul? Ou Porto Alegre? É possível uma sociedade dentro de outra? O que diferencia uma de outra? Várias sociedades podem coexistir ao mesmo tempo? Tu podes participar de mais uma sociedade ao mesmo tempo?
E os indivíduos na sociedade? Eles são mesmo livres ou são coagidos? Vocês acham que vocês pensam livremente ou pensam o que a TV, a família, o chefe do trabalho ou o professor do cursinho mandam ou fazem vocês pensarem?
Na verdade existem várias teorias sobre isso. Na sociologia 3 são as principais.
- Durkheim acreditava que quando houvesse algum tipo de coerção, havia sociedade. Os indivíduos seriam consequência da sociedade. A sociedade é algo externo ao indivíduo.
- Weber, sociedade é um conjunto de ações individuais. A sociedade seria consequência dos indivíduos.
- Para Marx, sociedade é um grupo de pessoas que vivem em conjunto e produzem as coisas que precisam para sobreviver em conjunto.
DURKHEIM
Na perspectiva sociológica de Émile Durkheim, a sociedade só é coesa quando existem valores, hábitos e costumes que definem a maneira de ser e de agir característicos do grupo social ao qual pertencem.
Existe um conjunto de crenças e sentimentos comuns entre os indivíduos chamados consciência coletiva, que constrangem ou coagem os indivíduos a se comportarem de acordo com as regras de conduta.
A consciência coletiva habita as mentes individuais e serve para orientar a conduta de cada um de nós. Mas a consciência coletiva está acima dos indivíduos e é externa a eles. Com base neste pressuposto teórico, Durkheim chama atenção para o fato de que os fenômenos individuais devem ser explicados a partir da coletividade e não o contrário.
Tudo o que é coletivo, exterior ao indivíduo e coercitivo, Durkheim chama de Fato social, que é o que acontece na sociedade.
Durkheim demonstra que os fatos sociais têm existência própria e independem daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular.
Ele atribui três características que caracterizam os fatos sociais:
- 1: coercitividade, que pode ser entendido como a força que exercem sobre os indivíduos obrigando-os através do constrangimento a se conformarem com as regras, normas e valores sociais vigentes;
- 2: exterioridade, que pode ser entendida como a existência de um fenômeno social que atua sobre os indivíduos, mas independe das vontades individuais;
- 3: generalidade, que pode ser entendida como a manifestação de um fenômeno que permeia toda a sociedade.
O suicídio, por exemplo, a primeira vista pode ser encarado como um fenômeno individual, mas a constatação da sua regularidade ao longo do tempo (de acordo com os dados estatísticos) fez com que Durkheim o concebesse como um fenômeno social.
WEBER
Para Weber a sociedade pode ser compreendida a partir do conjunto das ações individuais. As normas e regras sociais são todo tipo de ação que o indivíduo faz, orientando-se pela ação de outros. Não é algo que vem de cima, ou de fora, como diz o Durkheim. Mas que vem de dentro do indivíduo e da sua relação com o outro. Assim uma sociedade humana se diferencia de uma sociedade de formigas, por exemplo. Nós damos sentido às ações.
Só existe ação social, quando o indivíduo tenta estabelecer algum tipo de comunicação, a partir de suas ações com os demais.
Weber estabeleceu quatro tipos de ação social. Estes são conceitos que explicam a realidade social, mas não são a realidade social:
1 – ação tradicional: aquela determinada por um costume ou um hábito arraigado; (tradição, sempre foi assim, ação sem reflexão).
2 – ação afetiva: aquela determinada por afeto ou estado sentimental; (de momento, na paixão, no calor, também sem reflexão).
3 – racional com relação a valores: determinada pela crença consciente num valor considerado importante, independentemente do êxito desse valor na realidade; (uma pessoa que crê no princípio que não devemos torturar pessoas numa democracia e age racionalmente, sempre levando em conta este princípio).
4 – racional com relação a fins: determinada pelo cálculo racional que coloca fins e organiza os meios necessários. (como o capitalista, que age racionalmente, não pensando que para isso ele explora as outras pessoas).
MARX
A sociedade é um Grupo de pessoas que vivem em conjunto e produzem as coisas que precisam para sobreviver em conjunto. De algum modo elas distribuem e consomem o que produzem. O modo como elas produzem e distribuem as riquezas é que vai variar.
E é esta estrutura que determina como os indivíduos vão agir. Ou seja, como a sociedade produz suas riquezas que vai determinar tudo, inclusive o modo como as pessoas serão.
ELIAS – UM CONCEITO DE SOCIEDADE
Estas noções de sociedade são muito boas, mas não conseguem responder quais os limites e as áreas de abrangência da sociedade. O sociólogo alemão Norbert Elias traz um conceito interessante do que seria a sociedade e as instituições sociais.
O que é sociedade para Elias? Os indivíduos constroem teias de interdependência que dão origem a configurações de muitos tipos: família, aldeia, cidade, estado, nações. Essa rede de relações são as estruturas sociais, que podem coexistir, dependendo da configuração.
O conceito de configuração pode ser aplicado onde quer que se formem conexões e teias de interdependência humana, isto é, em grupos relativamente pequenos ou em agrupamentos maiores. As sociedades não têm fronteiras e limites especificáveis, pois as cadeias de interdependência escapam a delimitações e definições abrangentes.
Desse modo, a relação entre o indivíduo e as estruturas sociais deve ser analisada e concebida como um processo. Ou seja, "estruturas sociais" e "indivíduo" (ou seja: "ego" e "sistema social") são aspectos diferentes, mas inseparáveis, cuja análise deve recair sobre as teias de interdependência humanas que formam as configurações sociais.
Desde o início de suas vidas os homens existem em interdependência; e uma parte da teia de interdependência tem origem nas necessidades biológicas dos seres humanos, que desde os primeiros momentos de suas vidas necessitam dos cuidados e da atenção dos próprios pais.
Entretanto, uma grande parte das teias de interdependência advém de necessidades recíprocas, socialmente geradas, tais como a divisão do trabalho, a competição, as ligações afetivas, entre outras.
A teoria do Norbert Elias diz que caminhamos cada vez para uma maior interdependência - e olha que ele nem chegou a conhecer a internet, que nos faz cada mais conectados em rede ainda. Quando vivíamos no campo as pessoas se relacionavam de maneira interdependente com um número restrito de pessoas.
Hoje em dia tem toda uma cadeia produtiva nas cidades, onde cada um exerce uma pequena coisa, uma pequena função, ajusta um parafuso das milhares de coisas que lidamos todos os dias. Uma bolacha comprada move uma linha da teia que vai do cara que criou a sacolinha do supermercado, ao padeiro, ao motorista do caminhão, ao dono do supermercado, ao gerente de compras, ao supervisor de qualidade, ao agricultor que plantou, a filha do agricultor que tirou a soja e por aí vai.
Falamos normalmente sobre a família, a sociedade, o indivíduo na sociedade, mas sem nos darmos conta que somos parte disso. A sociedade, assim como qualquer estrutura social, não pode ser posta a par dos indivíduos. Ela é composta por eles (por nós). Os indivíduos não são rodeados pela família, escola, indústria, estado, ou seja, pela sociedade, como se estivessem no centro de um círculo. O indivíduo é parte de tudo isso. Não é que as estruturas não existam. Mas tudo o que existe no mundo, inclusiva as estruturas, é construído e reconstruído continuamente pela ação dos indivíduos.
SOBRE O PAPEL DA SOCIEDADE NO INDIVÍDUO E DO INDIVÍDUO NA SOCIEDADE
Bom, falamos sobre uma teoria do que é a sociedade. Agora vamos pensar qual é afinal o papel que a sociedade exerce no indivíduo?
Bom, quando nascemos, nascemos em um mundo que já está dado. Já existem costumes, regras, escolas. E tudo isso vai moldar como nós vamos ser. A família vai dizer quais valores são importantes, dizer se vamos para tal religião, se vamos comer carne ou ser vegetarianos ou se vamos ver mais TV ou ler mais livros.
Claro, isso já foi mais forte. Antigamente a tradição decidia tudo isso. Não tínhamos escolha. Hoje, podemos escolher. Se nascemos numa família vegetariana, não necessariamente seremos vegetarianos. Mas até crescermos e podermos escolher, não vamos comer carne. Dependendo se os nossos pais nos criam numa comunidade vegetariana, sem contato com o mundo exterior, é provável que reproduzamos a tradição. Então neste sentido, a sociedade que vai moldar as nossas escolhas. E os indivíduos vão interiorizar isso. O que nossos pais dizem para nós (como mostra Freud), vamos levar pra vida toda, lá no nosso inconsciente. E as coisas que nós acreditamos, nossas crenças, vamos agir de acordo com elas. Vamos exteriorizar o que sentimos agindo. Claro que há uma diferença entre pensar, sentir e agir. Assim, as coisas vão sempre se modificando.
Então, qual o papel que o indivíduo exerce na sociedade? Ele é só essa coisa que obedece a sociedade? Não. Sabemos disso. Fazemos nossas escolhas, vamos contra a sociedade de vez em quando. Como o Weber disse, a sociedade não existe sem os indivíduos e aquilo que dá sentido à sociedade. Qual a diferença entre um prédio comum e um escritório de trabalho? É o sentido que as pessoas dão, o que elas fazem lá dentro.
As teorias evolucionistas mostram isso. O que elas dizem? Que o indivíduo humano que iniciou a sociedade. Foi uma mutação em indivíduos que se organizaram e “fundaram” a sociedade, de algum modo. Claro, que pensamos assim também porque a nossa sociedade nos dá oportunidade de pensarmos de outro modo. É uma sociedade complexa, que nos permite fazer escolhas. Se não fosse assim, poderíamos mudar?
Sim. Porque nem sempre foi assim. Como vocês acham que a sociedade mudou para chegar no ponto em que chegou? Como funciona isso? A sociedade existe antes de nós indivíduos. Nascemos no mundo e só agimos racionalmente nele depois de um tempo, correto? Mas ao mesmo tempo, a sociedade só existe se é internalizada pelos indivíduos. Se eles creem que tudo está certo e reproduzem agindo. A ação, nem sempre corresponde ao que pensamos, ao que queremos. Sempre escapa do nosso controle quando agimos coletivamente. Os indivíduos são sujeitos capazes de cognição e que possuem um considerável conhecimento das condições e das consequências do que fazem em suas vidas cotidianas. Mas não podemos controlar o mundo.
A sociedade é como uma gota d’água. Ela é a junção de duas moléculas de H e uma de O. Mas se tu separar o H do O, vão surgir duas coisas diferentes. E a água é não é a soma simplesmente das características de H e O. É uma terceira coisa. Já a sociedade depende do que internalizamos. Somos nós que a produzimos. Mas nunca do jeito que queremos. É sempre algo diferente que se cria, porque é diferente do eu ou tu pensamos individualmente. É uma terceira coisa. E vai sempre se modificando conforme vamos agindo. Ela depende da nossa subjetividade. Se não cremos juntos que somos uma sociedade, somos simplesmente um monte de gente reunida. Como um sagu. Sem o suco de uva que nos una, somos apenas aquelas bolinhas brancas.
Ocorre que muitas coisas que fazemos, o realizamos sem reflexão. Como ir pegar o ônibus, por exemplo. Quem nunca pegou o mesmo ônibus todo dia e quando mudou acabou pegando um errado ou quase isso. Ou então bateu com a canela numa mesinha que não estava ali porque estava acostumado sem aquilo ali? É a rotina. Se nós tivéssemos que refletir e pensar racionalmente sobre tudo o que fazemos, ficaríamos loucos. Já pensou ter que escolher entre todas as coisas do supermercado? Analisar tudo? Se não fosse os gostos e as preferências já pré-determinados seria impossível lidar com tanta informação.
Assim como a estrutura existe. Mas ela não existe assim. A cultura, por exemplo. É uma estrutura social. Mas não podemos pegar a cultura, por mais que ela apareça em objetos e nas pessoas. Um exemplo é uma faculdade. O que é uma faculdade, é um prédio? Não. Existem pessoas. Mas um prédio com pessoas não é uma faculdade. Pode ser milhões de coisas. Existe um sentido, que é mais do que o que as pessoas vão fazer lá. Vão estudar, pode ser outra coisa. Uma escola ou uma biblioteca. Pra ser uma faculdade, tem uma série de sentidos. É isso que é a sociedade.
DIANTE A AMPLITUDE DO ASSUNTO
ESPERAMOS A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE .
SOCIEDADE - DEFINIÇÃO?
SOCIEDADE - DEFINIÇÃO?
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Sociedade
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
< http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade > Acessado em 27/12/2013.
Em sociologia, uma sociedade (do latim: societas, que significa "associação amistosa com outros") é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.
A sociedade é objeto de estudo comum entre as ciências sociais, especialmente a sociologia, a história, a antropologia e a geografia.
É um grupo de indivíduos que formam um sistema
semi-aberto, no qual a maior parte das interações é feita com outros
indivíduos pertencentes ao mesmo grupo. Uma sociedade é uma rede
de relacionamentos entre pessoas. Uma sociedade é uma comunidade
interdependente. O significado geral de sociedade refere-se simplesmente
a um grupo de pessoas vivendo juntas numa comunidade organizada.
A sociedade pode ser vista como um grupo de pessoas com semelhanças
étnicas, culturais, políticas e/ou religiosas ou mesmo pessoas com um
objetivo comum. Uma delimitação física (como um território, um país ou
um continente) não pode definir uma sociedade, já que entre eles podem
ter diferenças que podem se afastar do conceito da sociedade.
Está implícito no significado de sociedade que seus membros
compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum.
Como tal, sociedade é muitas vezes usado como sinônimo para o coletivo de cidadãos de um país governados por instituições nacionais que lidam com o bem-estar cívico.
Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais
comuns, em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por
exemplo, Judaico-Cristã, Oriental, Ocidental etc.). Quando usado nesse
contexto, o termo age como meio de comparar duas ou mais "sociedades"
cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas,
competidoras e conflitantes.
Também, alguns grupos aplicam o título "sociedade" a eles mesmos,
como a "Sociedade Americana de Matemática". Nos Estados Unidos, isto é
mais comum no comércio, em que uma parceria entre investidores para iniciar um negócio é usualmente chamada de uma "sociedade". No Reino Unido, parcerias não são chamadas de sociedade, mas cooperativas.
Embora haja quem considere não existem sociedades sem classes sociais , pelo contrário Margaret Thatcher, uma política britânica que ascendeu ao lugar de Primeiro-Ministro, chegou a afirmar que ela própria (a sociedade) não existe. Conforme disse, só existem os indivíduos e suas famílias.
Mas ela não foi a única a dizer que não existe sociedade. Ainda há um
debate em andamento nos círculos antropológicos e sociológicos sobre se
realmente existe uma entidade que poderíamos chamar de sociedade.
Teóricos marxistas como Louis Althusser, Ernesto Laclau e Slavoj Zizek argumentam que a sociedade nada mais é do que um efeito da ideologia dominante e não deveria ser usada como um conceito sociológico.
Na antropologia
As sociedades humanas são na maioria das vezes organizadas de acordo com seu principal meio de subsistência. Cientistas sociais identificaram sociedades caçadoras-coletoras, sociedades pastorais nômades, sociedades horticultoras ou simples sociedades agrícolas e sociedades intensivas em agricultura, também chamadas de civilizações. Alguns consideram que as sociedades industrial e pós-industrial são qualitativamente diferente das tradicionais sociedades agrícolas.
Atualmente, os antropólogos e muitos cientistas sociais se opõem
vigorosamente contra a noção de evolução cultural e "etapas" rígidas
como essas. Na verdade, muitos dados antropológicos têm sugerido que a
complexidade (civilização, crescimento e densidade populacional,
especialização, etc) nem sempre tomam a forma de organização ou
estratificação social hierárquica.
Além disso, o relativismo cultural
como uma abordagem generalizada ou ética tem substituído as noções de
"primitivo", melhor/pior ou "progresso" em relação às culturas
(incluindo a sua cultura material/tecnologia e organização social).
Segundo o antropólogo Maurice Godelier, uma novidade importante na sociedade humana, em contraste com os parentes biológicos mais próximos da humanidade (os chimpanzés e os bonobos),
é o papel de pai assumido pelos homens, que supostamente está ausente
em nossos parentes mais próximos, para os quais a paternidade geralmente
não é determinável.
Na ciência política
As sociedades também podem ser organizados de acordo com a sua estrutura política. A fim de crescer em tamanho e complexidade, existem sociedades de bandos, tribos, chefias, e sociedades estatais. Estas estruturas podem ter diferentes graus de poder político, dependendo dos ambientes cultural, geográfico e histórico
nos quais essas sociedades estão inseridos. Assim, uma sociedade mais
isolada com o mesmo nível de tecnologia e cultura que as outras
sociedades tem mais probabilidade de sobreviver do que uma em estreita
proximidade com outras sociedades que possam interferir em seus
recursos. Uma sociedade que é incapaz de oferecer uma resposta eficaz
para outras sociedades que concorram com ela normalmente é subsumida
pela cultura da sociedade concorrente.
Na sociologia
O sociólogo Gerhard Lenski
difere as sociedades com base em seu nível de tecnologia, economia e
comunicação: (1) caçadores e coletores, (2) agrícolas simples, (3)
agrícolas avançadas (4), industrial, e (5) especial (sociedades, por
exemplo, de pesca ou marítima Esta classificação é semelhante ao sistema anterior desenvolvido pelos antropólogos Morton H. Fried, um teórico do conflito, e Elman Service,
uma teórica da integração , que produziram um sistema de classificação
para as sociedades para todas as culturas humanas com base na evolução
da desigualdade social e do papel do Estado. Este sistema de classificação contém quatro categorias:
- Bandos de caçadores-coletores (categorização de deveres e responsabilidades).
- Sociedades Tribais nas quais existem alguns casos limitados de classe social e prestígio.
- Estruturas estratificadas lideradas por caciques.
- civilizações, com hierarquias sociais complexas e organizadas, governos institucionais.
Além delas, também existem:
- Humanidade, sobre a qual repousam todos os elementos da sociedade, incluindo suas crenças.
- Sociedade virtual, uma sociedade baseada na identidade online, que está se desenvolvendo na Era da Informação.
Ao longo do tempo, algumas culturas evoluíram para formas mais complexas de organização e controle. Esta evolução sociocultural
tem um efeito profundo sobre os padrões da comunidade. Tribos de
caçadores-coletores se estabeleceram em torno de fontes de alimentos
sazonais para tornarem-se aldeias agrárias. As aldeias cresceram para se tornarem vilas e cidades. As cidades se transformaram em cidades-estados e estados-nação.
Muitas sociedades distribuem generosidade a mando de algum indivíduo ou algum grupo maior de pessoas. Este tipo de generosidade
pode ser vista em todas as culturas conhecidas. Normalmente, indivíduo
ou grupo generoso ganha prestígio ao realizar esses atos. Por outro
lado, membros de uma sociedade também podem evitar ou excluir os membros
que violem as suas normas. Mecanismos, tais como o ato de dar presentes, relações jocosas e bode expiatório, que podem ser vistos em vários tipos de agrupamentos humanos, tendem a ser institucionalizados
em uma sociedade. A evolução social como um fenômeno traz consigo
alguns elementos que poderiam ser prejudiciais para a respectiva
população.
Algumas sociedades concedem status a um indivíduo ou um grupo de
pessoas, quando esse indivíduo ou grupo executa uma ação admirada ou
desejada. Este tipo de reconhecimento
é concedido sob a forma de um título, nome, forma de se vestir, ou
recompensa monetária. Em muitas sociedades, o status de adultos do sexo
masculino ou feminino está sujeito a um ritual ou processo deste tipo.
Ações altruístas no interesse da comunidade são vistas em praticamente
todas as sociedades. Os fenômenos de ação comunitária, bode expiatório,
generosidade, de risco compartilhado e recompensa são comuns a muitas
formas de sociedade.
DIANTE A AMPLITUDE DO ASSUNTO
ESPERAMOS A SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE .
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
??? Quero saber o que você sabe !!!
Teoria Cognitiva de Piaget
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
< http://www.significados.com.br/cognitivo/ > Acessado em 04/12/2013.
A teoria
cognitiva criada por Piaget, educador suíço, defende que a construção de cada
ser humano é um processo que acontece ao longo do desenvolvimento da criança. O
processo divide-se em quatro fases:
- Sensório-motor (0 – 2 anos)
- Pré-operatório ( 2 – 7 anos)
- Operatório-concreto ( 8 – 11
anos)
- Operatório-formal (a partir
dos 12 anos até aos 16 anos, em média)
A terapia
cognitiva é uma área de estudo sobre a influência do pensamento no
comportamento do indivíduo. A junção dos dois conceitos levou à criação da
terapia cognitivo-comportamental (TCC), aplicada à psicoterapia.
Teoria cognitiva
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
< http://pt.wikipedia.org/wiki/Cognição> Acessado em 04/12/2013.
A Teoria Cognitiva foi criada pelo suíço Jean Piaget
para explicar o desenvolvimento cognitivo humano. Essa característica
da sua obra a tornou uma das maiores contribuições para a psicologia do
desenvolvimento, pois muitos psicólogos incluindo Piaget tiveram a
certeza que a construção do ser humano é um processo que vai acontecendo
ao longo da vida das crianças. Destacamos que as pesquisa por Piaget
foi realizada por meio de observação de seus filhos, ele anotava o
crescimento dia a dia. De acordo com esta teoria, o desenvolvimento
cognitivo humano é dividido em 4 estágios.
Sensório-motor
No estágio sensório-motor, que dura do nascimento até
aproximadamente o segundo ano de vida, a criança busca adquirir controle
motor e aprender sobre os objetos que a rodeiam. Esse estágio é chamado
sensório-motor, pois o bebê adquire o conhecimento por meio de suas
próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas.
Neste período o desenvolvimento físico acelerado é o suporte para o
aparecimento de novas habilidades, como sentar, andar, o que propiciara
um domínio maior do ambiente.
Ao fim do período por volta dos dois anos a criança obtém uma atitude
mais ativa e participativa, é capaz de entender algumas palavras, mas
produz uma fala imitativa. Neste período a inteligência prática é
acentuada na percepção e no motor, essa inteligência é utilizada a
partir de seus esquemas sensoriais e motores vindo dos reflexos
genéticos para solucionar problemas imediatos como pegar, jogar ou
chutar bola.
O estádio subdivide-se em até 6 subestágios nos quais o bebê
apresenta desde reflexos até uma capacidade representacional do uso de
símbolos.
As principais características observáveis durante essa fase, que vai até os dois anos de idade da criança são:
- a exploração manual e visual do ambiente;
- a experiência obtida com ações, a imitação;
- a inteligência prática (através de ações);
- ações como agarrar, sugar, atirar, bater e chutar;
- a coordenação das ações proporciona o surgimento do pensamento;
- a centralização no próprio corpo;
- a noção de permanência do objeto;
Podemos citar que no Período Sensório-motor a criança conquista,
através da percepção e dos movimentos, todo o universo que a cerca. Ela
assimila que: se puxar a toalha da mesa, o pote de bolacha ficará mais
próximo dela (conduta do suporte).
Pré-operacional
O segundo estádio de desenvolvimento considerado por Piaget é o estágio pré-operacional, que coincide com a fase pré-escolar e vai dos dois anos de idade até os sete anos em média.
Nesse período, as características observáveis mais importantes são:
- inteligência simbólica;
- o pensamento egocênctrico, intuitivo e mágico;
- a centralização (apenas um aspecto de determinada situação é considerado);
- a confusão entre aparência e realidade;
- ausência da noção de reversibilidade;
- o raciocínio transdutivo (aplicação de uma mesma explicação a situações parecidas);
- a característica do animismo (vida a seres inanimados).
De acordo com Pedrosa & Navarro, os cinco aspectos mais importantes do pensamento neste estágio são: Egocentrismo:
são incapazes de compreender as coisas de outro ponto de vista que não
seja o seu. Tem a tendência de tomar o seu ponto de vista como o único,
sem compreender o dos demais por estar centrados em suas ações. O
egoncentrismo se caracteriza basicamente por uma visão de realidade que
parte do próprio eu. Dificuldades de transformação: são incapazes
de compreender os processos que implicam mudança. Seu pensamento é
estático, estão sempre no momento presente, não considerando os
anteriores, nem antecipando o futuro. Reversibilidade: são incapazes de compreender um processo inverso ao observado. Seu pensamento é irreversível. Centralização: incapacidade para se centrar em mais de um aspecto da situação. São incapazes de globalizar. Não conservação:
não são capazes de compreender que a quantidade pode permanecer embora
mude seu aspecto ou aparência. No exemplo da figura em massa de modelar,
não entenderiam que a quantidade seria a mesma com qualquer formato que
assumisse.
Neste estágio os padrões de pensamento sensório-motor variam para um
incremento da capacidade de usar símbolos e imagens dos objetos do meio
ambiente.
Esse momento é marcado por aparecimento da linguagem oral que lhe
dará possibilidade de além de se utilizar da inteligência prática
decorrente dos esquemas sensoriais e motores, formados na fase anterior.
A criança desenvolve, ainda, a linguagem, as imagens mentais e jogos
simbólicos, assim como muitas habilidades preceituais e motoras. Apesar
disso, o pensamento e a linguagem estão reduzidos, no geral, ao momento
presente e a acontecimentos concretos.
Desenvolve atividade de comunicação de tipo informativo e também de
controle da conduta dos outros, isto é pede, pergunta, dá ordens...,
para provocar as condutas que deseja em outros. A criança já antecipa o
que vai fazer, desenvolve o pensamento aceleradamente, no final do
período começa a querer saber a razão causal e finalista de tudo, é a
famosa fase dos (por quês).
Seu raciocínio é intuitivo, está ligado às suas próprias percepções e às aparências das situações.
Inteligência simbólica ou intuitiva.
Pré-raciocínio lógico. 1 – Inicia imagem mental → memória de
reconhecimento dá lugar a memória de evocação (nomes de coisas e pessoas
que ela conhece) 2 – Linguagem → criança grava a imagem das coisas com
nome → simbolismo linguagem → gestos, linguagem, brincar de faz-de-conta
ou jogo simbólico 3 - acontecimentos do pré-operatório:
- interiorizar a palavra
- socialização da ação – brinca sozinha mas a dois sem interação
- desenvolve a intuição – interiorização da ação, antes perceptiva-motora, passa ao plano intuitivo das imagens e experiências mentais.
Outras características:
Intuição – conhecimento que se obtém pela percepção imediata buscada na aparência do objeto.
Imitação diferida – imitação na ausência do objeto imitado. Indica a formação de imagem mental
Ludicidade – o não comprometimento com a verdade.
Pensamento egocêntrico – sua percepção como centro. Só entende a relação numa direção (em relação a ela).
ASSIMILAÇÃO DEFORMANTE DA REALIDADE → a criança não pensa o pensamento e sim, brinca com ela.
O pensamento egocêntrico ou intuitivo têm várias características:
- justaposição – colocar coisas lado a lado sem conexão
- transdutivo – vai do particular para o particular
- sincretismo – misturar conceitos de referenciais diferentes
- ausência de reversibilidade
Animismo, antropomorfismo, artificialismo (natureza toda feita pelo
homem) e finalismo (pra que serve?) Ao final do estágio sensório-motor →
coordenação de esquemas Ao final do pré-operatório → coordenação de
ações.
Operatório concreto
No estágio operatório concreto, que dura dos 7 aos 11 anos de idade em média, a criança começa a lidar com conceitos como os números e relações. Esse estágio passa a manifestar-se de modo mais evidente o que coincide (ou deve coincidir) com o início da escolarização formal é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos. Neste momento, o declínio no egocentrismo passa a ser mais visível. O declínio do egocentrismo se entende a linguagem que se torna mais socializada, e a criança será capaz de levar em conta o ponto de vista do outro, assim objetos e pessoas passam a ser mais bem explorados nas interações das crianças.
- Por volta dos 7 anos, o equilíbrio entre a assimilação e a acomodação torna-se mais estável;
- Surge a capacidade de fazer análises lógicas;
- A criança ultrapassa o egocentrismo, ou seja, dá-se um aumento da empatia com os sentimentos e as atitudes dos outros;
- Mesmo antes deste estágio a criança já é capaz de ordenar uma série de objetos por tamanhos e de comparar dois objetos indicando qual é o maior, mas ainda não é capaz de compreender a propriedade transitiva (A é maior que B, B é maior que C, logo A é maior que C). No início deste estágio a criança já é capaz de compreender a propriedade transitiva, desde que aplicada a objetos concretos que ela tenha visto;
- Começa a perceber a conservação do volume, da massa, do comprimento, etc.
- Neste estágio, também algumas características das crianças começam a ser aprimoradas, como exemplo elas se concentram mais nas atividades; colaboram mais com os colegas; apresentam responsabilidade e respeito mutuo e participações em grupo.
Operatório formal
No estádio operatório formal – desenvolvido a partir dos 12 anos de idade em média – o adolescente começa a raciocinar lógica e sistematicamente. Esse estágio é definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio proposicional. As deduções lógicas podem ser feitas sem o apoio de objetos concretos. Aprende a criar conceitos e ideias.
Diferente do período anterior, agora o adolescente tem o pensamento
formal abstrato. Ele não necessita mais de manipulação ou referência
concreta. No lado social a vida em grupo é uma aspecto significativo
junto com o planejamento de ações coletivas. Reflete sobre a sociedade e
quer transformá-la, mais tarde vem o equilíbrio entre pensamento e
realidade.
O pensamento hipotético-dedutivo é o mais importante aspecto
apresentado nessa fase de desenvolvimento, pois o ser humano passa a
criar hipóteses para tentar explicar e sanar problemas, o foco desvia-se
do "é" para o "poderia ser".
As bases do pensamento científico aparecem nessa etapa do desenvolvimento.
DIANTE A AMPLITUDE DO ASSUNTO
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013
COGNIÇÃO - DEFINIÇÃO?
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Cognição
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
< http://pt.wikipedia.org/wiki/Cognição> Acessado em 03/12/2013.
Cognição
Cognição é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem, a palavra tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.
A psicologia cognitiva estuda os processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento. Atualmente é um ramo da psicologia dividido em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes entre si. Cognitione, que significa a aquisição de um conhecimento através da percepção, é o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio - é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.
A psicologia cognitiva estuda os processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento. Atualmente é um ramo da psicologia dividido em inúmeras linhas de diferentes pesquisas e algumas vezes discordantes entre si. Cognitione, que significa a aquisição de um conhecimento através da percepção, é o conjunto dos processos mentais usados no pensamento e na percepção, também na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio - é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.
Cognição
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
< http://www.dicionarioinformal.com.br/Cognição/> Acessado em 03/12/2013.
Ato ou processo de conhecer, inclui estados mentais e processos como
pensar, a atenção, o raciocínio, a memória, o juízo, a imaginação, o
pensamento, o discurso, a percepção visual e audível, a aprendizagem, a
consciência, as emoções.
Cognição é a estruturação do
conhecimento, ato ou efeito de conhecer algo, através de nossas percepções,
físicas - perceptuais ou conceituais, para tanto necessitamos de nossa memória,
atenção, percepção( órgãos do sentidos ), inteligência.
DIANTE A AMPLITUDE DO ASSUNTO
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